GREEN DAY LEVA SHOW ENERGÉTICO PARA DETROIT

Por: Gary Graff, The Oakland Press


Existe uma peculiar simetria entre o show do Green Day na segunda a noite, 27 de março, no Joe Louis Arena e sua visita anterior cinco meses antes no Fillmore.


Ambos os shows foram em segundas a noite, providenciando um antídoto perfeito de punk rock para qualquer ressaca pelo término do fim de semana. Ambos sofreram devido a problemas de saúde. O show de outubro foi uma data remarcada devido a uma doença que afetou a equipe da banda, enquanto no show de segunda o frontman Billie Joe Armstrong contou aos 13 mil fãs presentes que estava com “uma pequena enfermidade na região do peito”.


Mas Armstrong foi bravo e, junto com seus companheiros de banda, entregou exatamente aquilo que esperamos do Green Day, um estridente show carnavalesco de rock and roll, que começou a toda velocidade e raramente deu descanso durante as 27 músicas cheias de pirotecnia e fogos nas 2h20min de show. Como estamos falando de Green Day, não seria tão divertido sem os mosh pits e crowd surfing misturados com a voz raivosa em algumas músicas e durante os discursos de Billie Joe.


Foto: Scott Legato

Enquanto o show anterior aconteceu duas semanas antes da eleição presidencial, que mereceu apenas uma menção superficial, Armstrong teve muito a dizer nesta segunda. Pedindo aos fãs para se levantarem durante a politicamente carregada ‘Holiday’, Billie gritou “Abaixo ao racismo! Ao sexismo! À homofobia! E aos muros!”, adicionando mais tarde que “estamos aqui por algo chamado união. Eu estou farto de ver todas essas mentiras, hoje estamos juntos em busca de alguma verdade, não seremos divididos por um grupo de pessoas em ternos tentando ficar entre nós cidadãos americanos”.


Tudo aquilo caiu muito bem com o público da Joe Louis, assim como o adjetivo dado ao presidente Donald Trump no final do ‘American Idiot’ e o lamento de Billie Joe por conta do time de futebol americano de sua cidade, o Oakland Raiders, que está mudando sua sede para Las Vegas. Porém as músicas que vão desde as favoritas dos fãs old school, como ‘2000 Light Years Away’, hits do consagrado álbum Dookie, de 1994 e meia dúzia de faixas de Revolution Radio, lançado no ano passado, foram as grandes estrelas da noite, junto com as já previsíveis, mas divertidas, brincadeiras que Armstrong e companhia fazem no palco.


Foto: Scott Legato

Jovens fãs, incluindo um menino de 12 anos chamado Clarkston, foram trazidos no palco para cantar junto em ‘Know Your Enemy’ e ‘Longview’, ganhando um abraço de Billie Joe junto com uma pedido para praticarem um stage dive. outro jovem chamado Hudson tocou guitarra durante ‘Knowledge’, cover de Operation Ivy, ganhando o instrumento no final.


Armstrong, volta e meia, utilizava da energia do público coordenando diversos momentos de canta-junto. Se ele ganhasse um real por cada vez que ele gritou “Detroit!” e “Michigan!”, ele poderia pagar todas as dívidas da cidade. Mas quando o Green Day fala sério tudo se torna um formidável show de rock, especialmente durante ‘Forever Now’ e ‘Jesus of Suburbia’, onde Mike e Tré mostram mais uma vez que a austera estética punk ainda deixa espaço para arranjos mais sofisticados e inventivos.


Armstrong percebeu o show do Green Day como “penúltimo show de rock na Joe Louis”, presumidamente fazendo referência ao show do Bon Jovi, no dia 29 de março. Provavelmente terão outros antes da casa fechar as portas, mas o show do Green Day provavelmente ficará entre os mais memoráveis.


Foto: Scott Legato

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