ACOMPANHE PELO INSTAGRAM

© 2019 por Green Day Brasil. Todos os direitos reservados.

LOGO-BOLINHA-BRANCO.png

SHOW DO GREEN DAY BEIRA A PERFEIÇÃO NA WELLS FARGO ARENA

Atualizado: 31 de Out de 2018

Por: Luke Matthews, Star 102.5


Muitos shows passam por Des Moines, mas é um pouco mais especial quando membros do Rock N’ Roll Hall of Fame vem para a cidade. O Green Day, introduzido em 2015, esgotou tecnicamente os ingressos com um público de 8.700 pessoas. A Wells fargo Arena comporta 14.000, porém, por um pedido da banda o anel superior da arena não foi posto a venda. Isso fez o show parecer um pouco menor, ou o mais íntimo que um show em estádio pode parecer.


Enquanto o espaço do local foi comprimido, a banda no palco deu a impressão de estar explodindo durante toda a noite. O Green Day não poupa recursos em pirotecnias a cada parada da turnê. Quase toda música recebe uma adição, sejam flashes, cascata de fogos ou lança-chamas e a banda se entrega a estes atos teatrais.


Foto: Luke Matthews

A última vez que o Green Day havia tocado em Des Moines foi em 2005, no auge de seu seminal álbum American Idiot. Desde então a banda lançou cinco (sim, cinco) trabalhos, abriu um musical na Broadway e recebeu a já mencionada introdução ao Hall da Fama do Rock. Não é preciso dizer que a banda devia uma visita a Des Moines.


“Faz um longo tempo que estivemos aqui. Mas em muito breve seremos conhecidos como ‘Green Day de Des Moines, Iowa”. Gritou Billie Joe durante o show.


A banda iniciou direto com ‘Know Your Enemy’, do 21st Century Breakdown, de 2009. Não demorou para o primeiro fã ser trazido ao palco – uma tradição em shows do Green Day. Antes do fim da noite, um fã cantou e surfou no público, uma mulher emprestou a voz para a clássica ‘Longview’, e dois fãs foram escolhidos para tocar bateria e guitarra durante o cover de ‘Knowledge’ do Operation Ivy.


Em meio as aparições de fãs, a banda passou pela maior parte de seu catálogo com a maioria dos álbuns sendo representada. Uma notável omissão foi a ausência de material da trilogia de 2012. Fãs de longo tempo e novatos, no entanto, não se decepcionaram pela quantidade de músicas do destruidor álbum Dookie e do mais recente Revolution Radio.


Não se confunda, o Green Day pode ter adentrado à sua quarta década de carreira, mas esta é uma banda que vai à todo vapor quando se trata de seu show ao vivo. Eles tem mais energia, animam mais e, sinceramente, são mais divertidos do que no passado. É difícil escolher o que torna o show tão bom. Com certeza a música é fenomenal e te traz todo tipo de memórias, mas há algo que precisa ser dito sobre uma banda na meia idade quem em seus 40 e pouco que usa mangueira dágua e atira camisetas durante seu set. A banda toca clássicos da música com uma sonoridade e mentalidade contemporâneas.


Foto: Luke Matthews

“Não quero ver essas selfies”, adicionou Armstrong durante o show. “Quero ver os seus rostos!”. Armstrong pediu mais de uma vez para o público viver o momento e não assistirem o show por uma tela de celular. No início da apresentação, Billie Joe de brincadeira chamou a atenção de um fã por estar gravando o show em vez de estar participando dele. Ele tem razão. Um show do Green Day é feito para se curtir a experiência com todos os seus sentidos em total atenção. Essa é uma banda que se conecta com seus fãs como poucas outras. Há uma clara afeição pelo público e ele a devolve dez vezes mais.


Enquanto Billie Joe Armstrong tocava os acordes finais da icônica ‘Good Riddance (Time of Your Life)’, foi uma tremenda alegria olhar em volta na Wells Fargo Arena e ver várias pessoas abraçadas, de mãos dadas e viajando com a música. Cada pessoa na arena naquela noite passou por uma aventura junto e a última música do bis foi a cereja do bolo de uma experiência quase perfeita. Naquele momento todos os presentes estavam cantando, viajando e vivendo o momento em conjunto.


Perto do fim do show, Armstrong descreveu o sentimento do público perfeitamente quando disse, “precisamos cuidar uns dos outros. Não quero falar sobre guerra. Quero falar sobre amor, cantar e dançar. Canta e dançar junto, é isso que devíamos estar fazendo!”.

E eles fizeram.

183 visualizações